Agosto 01 2010

a partir do momento em que ditaste o derradeiro fim, prometi a mim mesma que já não eras parte da minha vida.

conscientemente, tu já não existias para mim, és apenas um rapaz que passou na minha vida e um dia teve que sair.

conscientemente, não penso em ti, não penso em nós e no tempo em que estivemos juntos, mas quando me sinto sozinha, pelas noites fora no escuro do mundo, no vazio da noite, no silêncio do tempo, recordo tudo.. as memórias voltam-me à mente, volto a sentir a tua mão na minha, volto a sentir o teu perfume a abraçar o meu, relembro os nossos olhares entrelaçados e quando dou por mim estou a chorar.

essas alturas custam-me muito, a saudade aperta muito e quase que me sinto com vontade de ir ter contigo e deixar tudo. mas, sei que já não o posso fazer..

agora, tens outra pessoa na tua vida, tens outro alguém que preenche os teus dias e te dá vontade de construir um mundo novo à semelhança do que sentes.

e fico feliz por ti, custa-me que já não sintas isso comigo, mas tenho de aceitar.

nada dura para sempre e o amor não é excepção, nem nós.

é verdade, cada vez que te sentia a partir custava-me muito. deixavas-me vazia,em branco, os papos nos olhos notavam-se bem e a dor também.

até que me habituei, era a minha rotina.

era como se andasses sempre em viagem, voltavas quando precisavas de mim e partias quando te sentias pronto a enfrentar o resto do mundo. sentia-me útil.

de vez em quando vinha a mágoa a entrar-me nas veias e a gelar-me o sangue. ao menos fazia-me sentir viva, com dor, mas viva.

habituei-me, praticamente, a gostar de ti e a queimar o ódio que devia sentir depois de tudo o que aconteceu.

apagar-te de mim e as marcas que foste deixando é que sempre foi impossível.

o sentimento de revolta na mistura com o amor, era de tal forma grande que impossibilitou o esquecimento.

fiz de tudo para tirar da minha cabeça, quebrei as promessas que te fiz, bebi vodka em noites vazias como uma esponja absorvente, tentei deixar-me envolver com outros rapazes.

mas nada resultou, tu ainda estavas lá, como um sobrevivente a tudo o que se passava na minha vida.

comecei a fingir que estava tudo bem, comecei quase a rir-me de mim e da minha dor. foram tempos difíceis, que me ajudaram a crescer e bastante.

sei que agora estou a distanciar-me de ti aos poucos, e que em breve vais ser apenas mais uma parte da minha vida.

sei que fomos importantes um ao outro e ainda temos, e sempre assim será, uma parte do coração um do outro.

entre nós vai sempre existir um espaço, uma incerteza de 'e se...?', mas tenho a certeza que tudo o que passámos vai deixar uma amizade grande e muitos momentos para nos rirmos um dia mais tarde.

és e sempre serás um grande amigo, gosto muito de ti.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por por preencher às 00:57

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