Dezembro 25 2009

Os dias vão passando, o tempo atropela-se passando demasiado, a chuva vai-se apoderando das tardes e de tudo o que passámos, tentando apagar-te da minha memória , sem qualquer resultado..

O céu está cinzento, demasiada raiva acumulada , talvez... E eu, eu vou sobrevivendo refugiada nas memórias e no passado, se é que houve algum. Olho pela janela sentada no chão e esqueço-me completamente onde estou e viajo para um mundo completamente diferente.. Dentro de mim há uma guerra, entre sorrisos e lágrimas.. Durante muito tempo não tive este problema, porque tu.. Bem tu, estravas comigo. E contigo, nada nem ninguém ousaria em tocar-me. 

Havia uma felicidade constante. Mas agora, agora estou a desfazer-me por dentro.. A cada dia , mais um bocadinho..

Estou a lutar por uma sobrevivência psicológica. E luto por sobreviver, por ti. Sem eu própria saber. Enganando-me é mais fácil para não ter de lidar com a perda.

Não te vou confessar mais uma vez que ainda preciso de ti. Não posso, nem consigo voltar a dizer-te isso depois de tudo o que descobri. Não consigo mais lidar com isto.

Mas a verdade, é que a tua felicidade se apodera de mim e me consome,  fazendo-me sentir bem.

Não sei porquê, não quero que isto seja assim, porque também é-me bastante doloroso.

Talvez se possa mesmo chamar 'amor' a este sentimento. Um dos tipos de amor, não sei qual, já que há tantos..

Não sei quando é que isto vai passar, quando é que vou deixar de me sentir assim, desta forma.. Mas espero que em breve, porque isto está-me a mudar, duma forma que olhando ao espelho, já não me reconheço..

publicado por por preencher às 16:10

Dezembro 21 2009

não. não tinhas o direito.

não tinhas o direito de me deixar sozinha, sem ti, muito menos da forma como me deixaste.

não tinhas, nem nunca tiveste o direito de me mentir como mentiste, sem escrúpulos nem compaixão. não tinhas o direito de me deixar feliz, quando lá no fundo era precisamente o contrário.

tenho nojo de ti, de mim e de nós.

publicado por por preencher às 19:59

Dezembro 17 2009

eu.

tu.

nós.

Sempre ?!

Não sei , sinceramente , não entendo o que pretendes obter de mim. Não percebo como é que consegues sugar a minha personalidade, a minha resistência, a minha felicidade.

Não percebo como conseguiste descobrir as palavras exactas para me deitar abaixo, de uma forma que me tinha prometido a mim mesma nunca deixar que mo fizessem..

Não consigo ganhar, reunir as forças que tenho dentro de mim, para ultrapassar isto tudo..

Tento já nem chorar, porque sei que não vai adiantar e ainda para mais cada vez estou mais pior , num pesadelo que não têm saída.

Tu não tens , e agora vejo , que nunca tiveste a noção do quanto valias para mim.

Nunca o soube demonstrar , foi minha culpa , mas também tu nunca soubeste ver o valor.

E eu amo-te , e sempre te amei de verdade .

Mesmo , quando só fui capaz de te pedir , o que nunca quis que fizesses.

Eu mudei desde que te conheci. E sei que tu também.

Embora nunca o tenhamos admitido. Sei que vou permanecer contigo, tal como tu permanecerás comigo. Para sempre.

publicado por por preencher às 23:52

Dezembro 12 2009

Mais um dia sem sentido.

Na verdade, é o único termo que se aplica ao meu presente.. "Sem sentido"..

Porque, tu sabes e sempre soubeste, que sem ti, não dava. Já não dava.

Mas também , não fazia mal , porque tinha a certeza de que nunca me deixarias sozinha..

Que estarias lá, para me apoiar, abraçar e nunca me deixarias. Tu tinhas-me prometido.

Por isso, eu estava completamente descansada.

Mas depois, vieram tempos maus e aí, mesmo assim, consegui tentar enfrentá-los por nós os dois, enquanto para ti, era como se já não existisse..

Eu consegui, por mim, por ti e por nós,

Quando, tudo o que se passou ao longo de meses, se desmoronou em apenas alguns segundos (para mim, porque para ti, já acabara à algumas semanas), eu fiquei completamente desmoronada, seca, arrasada.

E tu soubeste. Tu sabias como eu ficaria quando descobriria, mas mesmo assim mentiste-me.

Contigo, levaste uma parte de mim, levaste os meus sorrisos e a felicidade que todos os dias me davas. Também levaste a minha vida, completamente, porque sem saberes, eu estava presa a ti, mas nem me importava, porque te amava acima de tudo e todos.

Não vou mentir, preciso de ti. Preciso que fiques e ames como nunca ninguém ( a não ser tu ) me amou.

Porque, tu, apareceste na pior altura, em que mais precisava de alguém que me agarrasse e me amasse, da forma como me amaste e me fizeste amar-te.

E talvez seja por isso, que sem ti não haja cores, sol, vida, alegria, dentro de mim.

Não há mais inspiração. Não há textos. Não há sorrisos verdadeiros.

Matas-me a cada dia, lentamente e com bastante dor. Mas sei que talvez tenha sido o melhor para ti.

Não te condeno, não te critico.

Tenho saudades tuas.

Apenas isso...

 

publicado por por preencher às 21:35

Dezembro 08 2009

Acordo todos os dias com a certeza de que já não voltas.. Que a cada dia morro mais um bocadinho por dentro.. Tenho cada vez mais a sensação que tudo acabou, sem um último sorriso ou um último abraço..

Agora entre nós, restam apenas as memórias. Prevalece um silêncio distante e doloroso..

E ao passar pelas memórias, a ferida volta a abrir, os segundos rasgam-na e abrem-na cada vez mais..

Agora, sinto um buraco no peito, vazio, e sem qualquer tipo de sentimentos lá dentro. Não consigo mais , é verdade.

 

Viver é não conseguir.

publicado por por preencher às 23:06

Dezembro 04 2009

“Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.”

publicado por por preencher às 19:44

pretérito demasiado imperfeito
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