Outubro 20 2010

há uma certa altura da nossa vida, na adolescência, em que criamos prioridades, olhamos em volta e vimos poucas pessoas em quem nos podemos apoiar. é necessário evoluir, mudar. é necessário crescer.

eu mudei. fechei-me ao mundo.
fiz escolhas que me custaram, mas que tiveram de ser feitas. já não olho pelo meu passado, não olho a quem deixei para trás. não passo metade do meu tempo a pensar na minha infância, nos meus verões em família, nos amigos que ficaram guardados numa gaveta da minha cabeça (porque agora, penso com a cabeça e já nem ajo com o coração) e muito menos nos acontecimentos que me marcaram ao longo dos tempos.
vivo a cada dia o presente e já planeei o meu futuro distante. assim torna-se mais fácil.
poucas coisas agora me dizem respeito, não tenho interesse no mundo em geral e as pessoas que passam por mim são apenas conhecidos, porque os poucos amigos não são aqueles que passam, são aqueles que ficam. não digo que não tenho saudades daqueles que perdi ou daqueles que se afastaram, talvez tenha sido culpa minha, talvez deles, talvez dos dois. mas neste momento, já não penso nisso. sinto-me farta de discussões, de brigas, de grupos, de divisões. e por isso, guardei os sentimentos, tranquei as lágrimas e fechei-me ao mundo. as saudades hão-de voltar e irão ter de partir. é sempre assim. mas agora já sei lidar com isso. nada dura para sempre, e como em todas as alturas da vida, nem as amizades.
para resguardar uma amizade é preciso insistir nela e nunca a deixar morrer. e poucas pessoas são compatíveis umas com outras para chegar a esse ponto.
tenho a certeza, e sei, que tenho pessoas que nunca me irão deixar. tal como há umas que me deixarão quando não precisar delas, ou até quando precisar, mas isto é mesmo assim.
é preciso saber lidar, saber aguentar. é preciso sofrer e crescer. é preciso mudar e evoluir. eu mudei. para pior, ou para melhor, mudei porque assim teve de ser e porque doutra forma não ia aprender.
mas é cagativo, e se ainda não o é, um dia será.

publicado por por preencher às 21:36

Agosto 01 2010

a partir do momento em que ditaste o derradeiro fim, prometi a mim mesma que já não eras parte da minha vida.

conscientemente, tu já não existias para mim, és apenas um rapaz que passou na minha vida e um dia teve que sair.

conscientemente, não penso em ti, não penso em nós e no tempo em que estivemos juntos, mas quando me sinto sozinha, pelas noites fora no escuro do mundo, no vazio da noite, no silêncio do tempo, recordo tudo.. as memórias voltam-me à mente, volto a sentir a tua mão na minha, volto a sentir o teu perfume a abraçar o meu, relembro os nossos olhares entrelaçados e quando dou por mim estou a chorar.

essas alturas custam-me muito, a saudade aperta muito e quase que me sinto com vontade de ir ter contigo e deixar tudo. mas, sei que já não o posso fazer..

agora, tens outra pessoa na tua vida, tens outro alguém que preenche os teus dias e te dá vontade de construir um mundo novo à semelhança do que sentes.

e fico feliz por ti, custa-me que já não sintas isso comigo, mas tenho de aceitar.

nada dura para sempre e o amor não é excepção, nem nós.

é verdade, cada vez que te sentia a partir custava-me muito. deixavas-me vazia,em branco, os papos nos olhos notavam-se bem e a dor também.

até que me habituei, era a minha rotina.

era como se andasses sempre em viagem, voltavas quando precisavas de mim e partias quando te sentias pronto a enfrentar o resto do mundo. sentia-me útil.

de vez em quando vinha a mágoa a entrar-me nas veias e a gelar-me o sangue. ao menos fazia-me sentir viva, com dor, mas viva.

habituei-me, praticamente, a gostar de ti e a queimar o ódio que devia sentir depois de tudo o que aconteceu.

apagar-te de mim e as marcas que foste deixando é que sempre foi impossível.

o sentimento de revolta na mistura com o amor, era de tal forma grande que impossibilitou o esquecimento.

fiz de tudo para tirar da minha cabeça, quebrei as promessas que te fiz, bebi vodka em noites vazias como uma esponja absorvente, tentei deixar-me envolver com outros rapazes.

mas nada resultou, tu ainda estavas lá, como um sobrevivente a tudo o que se passava na minha vida.

comecei a fingir que estava tudo bem, comecei quase a rir-me de mim e da minha dor. foram tempos difíceis, que me ajudaram a crescer e bastante.

sei que agora estou a distanciar-me de ti aos poucos, e que em breve vais ser apenas mais uma parte da minha vida.

sei que fomos importantes um ao outro e ainda temos, e sempre assim será, uma parte do coração um do outro.

entre nós vai sempre existir um espaço, uma incerteza de 'e se...?', mas tenho a certeza que tudo o que passámos vai deixar uma amizade grande e muitos momentos para nos rirmos um dia mais tarde.

és e sempre serás um grande amigo, gosto muito de ti.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por por preencher às 00:57

Fevereiro 24 2010

 

escolhas.. na vida, há imensas escolhas, imensos caminhos por onde ir, demasiados, por vezes.. demasiado tempo.

quanto mais penso no que quero, mais dúvidas tenho. mais tenho a certeza que isto não é o melhor para os dois. e que não te posso fazer esperar mais tempo.

mesmo que não vejas isso, eu também sofro se tu sofres. porque somos amigos, e apesar de todas as incertezas, todas as dúvidas e todas as escolhas que tenho de fazer, tenho a certeza de uma coisa.

tu és especial para mim. não te posso dizer que te amo. mas tu não me és indiferente.

mas não te posso magoar da forma que te vou magoar. não posso dizer-te que te amo e não conseguir estar contigo, por causa das memórias.

mas não te quero dizer adeus, porque não é nada disso que sinto..

por isso, no final de tudo isto, resta apenas dizer-te faz o que achares melhor para ti.

eu vou apoiar-te, como tua amiga. e vou ouvir-te e compreender. mesmo que queira chorar ou voltar atrás. eu estou aqui  .

gosto muito de ti , L .

 

 

 

 

{ "Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver." }

 

 

publicado por por preencher às 00:35

Janeiro 06 2010

Vou passando, olhando e admirando todos os caminhos por onde passei e apenas ignorei.

Tentei esquecer que haviam outras passagens, talvez por não querer tomar mais uma decisão…

E então, respirei profundamente e segui em frente, sem nunca olhar para trás. Agora estava completamente sozinha. Sozinha sem preocupações, sem pensamentos, nem complicações…

Mas, na verdade, eu própria sabia que continuava a ter problemas, apenas fugi por pura cobardia, por não conseguir olhar e enfrentá-los. Por estar farta. Procurava, apenas, um lugar seguro. Um sítio ao qual pudesse chamar ‘lar’. Soubesse que era ali o meu lugar e que me sentiria abraçada e aconchegada. Onde nada me metia medo e contava sempre com um sorriso, quando as lágrimas quisessem sair.

Estava desiludida com o meu passado, mas sabia que era culpa minha, era eu que sabia o que tinha de fazer. E, um pouco, iludida fiz escolhas erradas…

Mas sabia que agora podia mudar o presente, apenas faltava-me a determinação, o entusiasmo para alterar o que tinha para alterar. Queria mexer-me, mas estava paralisada e sem forças.

Queria chorar, mas faltavam-me as lágrimas, e no fundo sabia que tinha de ser forte. Porque nos meus ouvidos pairava uma frase que todos repetiam: ‘Isto é uma fase! Não podes ficar assim, tens que ultrapassar!’. Mas como? Ninguém compreendia o que se estava a passar comigo, nem quase eu própria.

Era como se precisasse de alguém, mas não sabia quem. Como se quisesse estar sozinha, mas precisasse de um ombro para me apoiar. Queria poder olhar em frente, mas não via futuro. Via apenas um nevoeiro.

As minhas palavras estavam, agora, desgastadas e vazias, tal como eu. Sentia-me isolada, cansada e fraca. Esse era o meu problema, eu era fraca. Não tinha força para ouvir críticas e engolir a seco. E por isso é que cheguei a este ponto. de cair no chão de joelhos, sem força para me levantar e voltar a erguer. Mas não conseguia, a falta, a saudade, o desânimo e tudo, fez com que cada vez mais ficasse presa, num labirinto. Queria apenas fugir, mas acabei por não encontrar saída.

 

Beatriz Banha

24.09.2009

publicado por por preencher às 20:58

Dezembro 25 2009

Os dias vão passando, o tempo atropela-se passando demasiado, a chuva vai-se apoderando das tardes e de tudo o que passámos, tentando apagar-te da minha memória , sem qualquer resultado..

O céu está cinzento, demasiada raiva acumulada , talvez... E eu, eu vou sobrevivendo refugiada nas memórias e no passado, se é que houve algum. Olho pela janela sentada no chão e esqueço-me completamente onde estou e viajo para um mundo completamente diferente.. Dentro de mim há uma guerra, entre sorrisos e lágrimas.. Durante muito tempo não tive este problema, porque tu.. Bem tu, estravas comigo. E contigo, nada nem ninguém ousaria em tocar-me. 

Havia uma felicidade constante. Mas agora, agora estou a desfazer-me por dentro.. A cada dia , mais um bocadinho..

Estou a lutar por uma sobrevivência psicológica. E luto por sobreviver, por ti. Sem eu própria saber. Enganando-me é mais fácil para não ter de lidar com a perda.

Não te vou confessar mais uma vez que ainda preciso de ti. Não posso, nem consigo voltar a dizer-te isso depois de tudo o que descobri. Não consigo mais lidar com isto.

Mas a verdade, é que a tua felicidade se apodera de mim e me consome,  fazendo-me sentir bem.

Não sei porquê, não quero que isto seja assim, porque também é-me bastante doloroso.

Talvez se possa mesmo chamar 'amor' a este sentimento. Um dos tipos de amor, não sei qual, já que há tantos..

Não sei quando é que isto vai passar, quando é que vou deixar de me sentir assim, desta forma.. Mas espero que em breve, porque isto está-me a mudar, duma forma que olhando ao espelho, já não me reconheço..

publicado por por preencher às 16:10

Dezembro 21 2009

não. não tinhas o direito.

não tinhas o direito de me deixar sozinha, sem ti, muito menos da forma como me deixaste.

não tinhas, nem nunca tiveste o direito de me mentir como mentiste, sem escrúpulos nem compaixão. não tinhas o direito de me deixar feliz, quando lá no fundo era precisamente o contrário.

tenho nojo de ti, de mim e de nós.

publicado por por preencher às 19:59

Dezembro 17 2009

eu.

tu.

nós.

Sempre ?!

Não sei , sinceramente , não entendo o que pretendes obter de mim. Não percebo como é que consegues sugar a minha personalidade, a minha resistência, a minha felicidade.

Não percebo como conseguiste descobrir as palavras exactas para me deitar abaixo, de uma forma que me tinha prometido a mim mesma nunca deixar que mo fizessem..

Não consigo ganhar, reunir as forças que tenho dentro de mim, para ultrapassar isto tudo..

Tento já nem chorar, porque sei que não vai adiantar e ainda para mais cada vez estou mais pior , num pesadelo que não têm saída.

Tu não tens , e agora vejo , que nunca tiveste a noção do quanto valias para mim.

Nunca o soube demonstrar , foi minha culpa , mas também tu nunca soubeste ver o valor.

E eu amo-te , e sempre te amei de verdade .

Mesmo , quando só fui capaz de te pedir , o que nunca quis que fizesses.

Eu mudei desde que te conheci. E sei que tu também.

Embora nunca o tenhamos admitido. Sei que vou permanecer contigo, tal como tu permanecerás comigo. Para sempre.

publicado por por preencher às 23:52

Dezembro 12 2009

Mais um dia sem sentido.

Na verdade, é o único termo que se aplica ao meu presente.. "Sem sentido"..

Porque, tu sabes e sempre soubeste, que sem ti, não dava. Já não dava.

Mas também , não fazia mal , porque tinha a certeza de que nunca me deixarias sozinha..

Que estarias lá, para me apoiar, abraçar e nunca me deixarias. Tu tinhas-me prometido.

Por isso, eu estava completamente descansada.

Mas depois, vieram tempos maus e aí, mesmo assim, consegui tentar enfrentá-los por nós os dois, enquanto para ti, era como se já não existisse..

Eu consegui, por mim, por ti e por nós,

Quando, tudo o que se passou ao longo de meses, se desmoronou em apenas alguns segundos (para mim, porque para ti, já acabara à algumas semanas), eu fiquei completamente desmoronada, seca, arrasada.

E tu soubeste. Tu sabias como eu ficaria quando descobriria, mas mesmo assim mentiste-me.

Contigo, levaste uma parte de mim, levaste os meus sorrisos e a felicidade que todos os dias me davas. Também levaste a minha vida, completamente, porque sem saberes, eu estava presa a ti, mas nem me importava, porque te amava acima de tudo e todos.

Não vou mentir, preciso de ti. Preciso que fiques e ames como nunca ninguém ( a não ser tu ) me amou.

Porque, tu, apareceste na pior altura, em que mais precisava de alguém que me agarrasse e me amasse, da forma como me amaste e me fizeste amar-te.

E talvez seja por isso, que sem ti não haja cores, sol, vida, alegria, dentro de mim.

Não há mais inspiração. Não há textos. Não há sorrisos verdadeiros.

Matas-me a cada dia, lentamente e com bastante dor. Mas sei que talvez tenha sido o melhor para ti.

Não te condeno, não te critico.

Tenho saudades tuas.

Apenas isso...

 

publicado por por preencher às 21:35

Dezembro 08 2009

Acordo todos os dias com a certeza de que já não voltas.. Que a cada dia morro mais um bocadinho por dentro.. Tenho cada vez mais a sensação que tudo acabou, sem um último sorriso ou um último abraço..

Agora entre nós, restam apenas as memórias. Prevalece um silêncio distante e doloroso..

E ao passar pelas memórias, a ferida volta a abrir, os segundos rasgam-na e abrem-na cada vez mais..

Agora, sinto um buraco no peito, vazio, e sem qualquer tipo de sentimentos lá dentro. Não consigo mais , é verdade.

 

Viver é não conseguir.

publicado por por preencher às 23:06

Dezembro 04 2009

“Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.”

publicado por por preencher às 19:44

pretérito demasiado imperfeito
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